sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DOMINGO - 4 DE SETEMBRO DE 2011. XXIII DO TEMPO COMUM. ANO "A"

Entre irmãos
No Evangelho de hoje Mateus relata o compromisso que cada um tem, como membro de uma comunidade cristã, diante da falha do “irmão”. Neste compromisso Jesus ensina a obrigação de corrigir o irmão que errou.
“A partir de nosso batismo e confirmação pelo crisma, todos nós participamos da vocação profética do Cristo”. Diante desta afirmação está a responsabilidade cristã pelo do erro do irmão. Se ele o comete e, como profeta do Cristo um irmão não vai ao seu encontro para ajudá-lo a reconciliar-se com o Pai, também ele é responsável pelo erro.
Esta correção deve acontecer assim: primeiro, é preciso conversar com ele em particular, indo à sua procura na qualidade de quem já perdoou, a fim de lhe mostrar o erro sem se achar superior a ele, e convidá-lo novamente a se reintegrar à comunidade; se não der resultado, deve contar com a ajuda de outros irmãos na tentativa de resgatá-lo; e, se por fim, ele continuar errando, o grupo, a comunidade deve agir para ajudá-lo.
Mas por que a comunidade? Não é cada um o responsável por si mesmo, pelo erro que cometeu? Sim, cada um é responsável pelos seus erros, mas Jesus confiou à Igreja, através de Pedro, a responsabilidade pelo caminho da salvação de todos, e sendo assim cabe a todos se ajudarem mutuamente.
A comunidade cristã não é feita de pessoas perfeitas, e nem sempre a atitude tomada diante dos erros dos outros é a mais adequada. Os erros não devem passar despercebidos, e nem devem ser tomadas atitudes erradas que não contribuam para a recuperação de quem erra como: espalhar o erro, fofocar, excluir a pessoa. Antes de condenar ou excluir é preciso conhecer a justiça do Reino, e ter consciência de que os passos aconselhados por Jesus não são normas rígidas e, sim, um modo de agir que têmpera de justiça as relações entre as pessoas. Em outras palavras, é preciso ser criativo no esforço de recuperar quem erra e se afasta da comunidade. E o espírito que anima essa tarefa não é o da exclusão, mas da busca para reintegrar. O próprio Cristo sempre demonstrou Sua especial atenção para com as “Ovelhas perdidas”.
Jesus dá algumas dicas que passam pela necessidade das pessoas se reunirem em nome d’Ele, a fim de, mediante a oração, chegarem a um consenso. Ele afirma que Deus acolhe os pedidos e os realiza àqueles que se reúnem e rezam na mesma intenção, e diz que estará sempre presente onde dois ou mais estiverem reunidos em Seu nome.
http://homiliadominical.blogspot.com/

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