quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Graça é justamente o que necessitamos

Jesus sente pena das pessoas que o seguem. Compadece-se deles. Atende os enfermos e dá de comer à multidão. Certamente não lhes oferece um suculento banquete. Apenas pão e pescado, mas todos ficam satisfeitos e ainda sobra. Uma vez mais o Evangelho nos apresenta Jesus oferecendo àqueles que o seguem vida, e vida plena. E o que é mais Importante, oferecendo-a gratuitamente.

Nisso Jesus se diferencia dos comerciantes do nosso mundo. Eles nada oferecem de graça. Tudo tem um preço, até mesmo quando a publicidade nos fala de brindes. Esses brindes nunca são gratuitos, nos os pagamos e muito bem. Esta é a primeira grande diferença entre o que nos oferece a nossa sociedade e aquilo que Jesus nos proporciona. O que Jesus nos oferece é sempre gratuito. Além disso, há outra diferença. Jesus nos oferece justamente aquilo de que necessitamos. Todos nós sabemos das grandes somas de dinheiro que gastamos inutilmente. Todos: os indivíduos, as famílias e a sociedade de urna maneira geral. Não podemos nos eximir dizendo que apenas os ricos fazem isso. De maneira sincera devemos aceitar que todos nós o fazemos. Apesar dos nossos poucos recursos, de fato não sabemos aproveitar e acabamos por gastar em coisas que não produzem fartura nem nos fazem sentir mais felizes e mais vivos.

Jesus nos indica onde devemos encontrar aquilo de que necessitamos para sermos felizes e, além disso, de maneira gratuita. Jesus se situa no oposto da nossa sociedade. Nela não apenas pagamos por tudo, mas, também acabamos comprando aquilo que não nos falta, mas o que outros querem que compremos. Por preços baratos, ou nem tanto, nos são oferecidos produtos que prometem felicidade. O que não nos dizem é que, uma vez usado o produto, retornaremos à mesma situação – ou pior – em que nos encontrávamos antes de adquiri-lo.

Jesus nos coloca diante do que é mais importante para nós. Não é necessário comprá-lo porque já o temos. Quando aprendermos a sentir com nossos irmãos e irmãs, a compartilharmos com eles o que possuímos então nossa vida se elevará e descobriremos a alegria do amor. O Reino se fará presente entre nós. Porque a felicidade não está em ter muitas coisas, mas sim na relação e no encontro prazeroso com os outros.

Seria bom refletir sobre a felicidade. Onde penso que se encontra a felicidade? Acredito que os bens materiais são o único meio necessário para alcançar a felicidade? Não seria mais acertado dizer que a encontro no amor e no relacionamento? Não me convida Jesus a participar da família de Deus? Não é exatamente nesse lugar que sou totalmente feliz?

Victor Hugo Oliveira


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