sábado, 27 de agosto de 2011

22º Domingo do Tempo Comum, A. "Se alguém Me quiser seguir, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-Me"

Com olhos muito humanos, não vamos entender o que é de Deus e o que devemos realizar com Deus. Muitas vezes a caminhada se confunde com o caminho, porém faz-se necessário compreender aquelas vezes em que estes caminhos não se confundem. O Senhor nos chama a sermos missionário em qualquer lugar, sob qualquer situação e está á uma das belezas de ser movido pelo amor de Deus.
Este amor transborda e por não caber em si, vai em busca de nova dimensões. Por isso o Senhor te alerta ao mesmo tempo que convoca: largue tudo e me siga. Largue velhos laços, deixe velhos costumes que te impedem de caminhar conforme os ensinamentos do Céu. Ser de Deus requer reconhecer coisas e pessoas que nos afastam do caminho. Entretanto, não basta reconhecer. É preciso saber lidar com isso. Saber lidar com o valor de cada um, sem desmecermos o nosso próprio valor e sentimento.
Seguir a Jesus é pertencer - em vida - ao Céu. É viver a experiência de expandir o amor para que o mesmo contamine nossos próximos, criando um ambiente de paz, segurança e conforto. Por esta razão, em Igreja, nos encontramos em Família. Pois é neste lugar que residem estas qualidades. Assim, a renúncia que nos pedem, não pode significar deixar de viver, mas sim, deixar de pecar.
O exercício é contrário. É outro. Jesus veio libertar almas e espíritos, modos de pensar. Roma não era meta de Cristo. Muitos não compreenderam. A salvação material não é meta, nem deve ser. Contudo, não pode deixar de estar associada a pessoas que conseguem lidar melhor com situações quando enxergam a ótica da vida em Cristo. Entretanto, não é promessa que haja e nem que ocorra com todas as pessoas. Com isso, nossa fé não deve estar pautada neste tipo de visão "encantada" da Salvação. O nosso desafio é ser Rebanho do Senhor, ser Evangelizador de outros homens, é a beleza de aceitar a nossos desafios sem esmorecer.
A cruz não é nem pode ser sinal de derrota. A Cruz é o desafio diário de aceitar nossas realidades, limitações e mesmo diante de todas as dificuldades, caminharmos rumo à Eternidade. Para tal, é preciso que tomemos - cada um - as nossas cruzes. O Senhor nosso Deus não nos deixará cair, Ele será nosso Sirineu ao longo de toda jornada. Basta acatar o chamado que há.
O domingo, neste tempo litúrgico, nos permite atualizar no "hoje" as vontades do Senhor em nossas vidas. Aceitar a vontade do Pai é questão de perceber-se filhos e filhas do Criador. É notar o que muitas vezes insistimos em ocultar: Deus é nosso início e fim. Fim último, desejo de morada eterna.
Abramos as portas dos nossos corações às vontades dos Céus. Atualizemos neles os desígnios do Pai em nossas vidas para que possamos segui-los em verdade. Deixemos que nossas vidas se transformem em canal que transmita a luz dos céus. Assim, que a sombra não se propague e que mesmo se acaso propagar-se, seja sinal da mesma luz a romper o escuro, a desfazer a penumbra. É a salvação que nos aborda e nos chama a caminhar com Ele.
Feliz Dia do Catequista a todos os meus queridos Catequistas do Brasil e dos Países de Língua Portuguesa!
Fiquem com Deus,
Catequista Bruno Velasco

Reações: 
Share This

0 comentários: