domingo, 17 de julho de 2011

17de julho XVI Domingo do Tempo Comum "O Joio e o Trigo"- Rita Leite

No Evangelho de domingo passado dia 10 de julho ouvimos a parábola do semeador que saiu a semear. Hoje Jesus nos conta outras três parábolas: a parábola do joio e do trigo, a da semente da mostarda e do fermento na massa. Jesus usa de parábolas para descrever-nos a dinâmica do reino de Deus.

Somos convidados a sermos semeadores da Boa-Nova de Jesus Cristo também somos alertados a sermos pacientes. Nossa missão de batizados é semear a semente e esperar, sem pressa que a semente nasça, cresça e dê frutos. A semente boa foi semeada no coração dos homens, mas veio o inimigo e semeou o mal também e os dois cresceram juntos e por vezes se parecem. Por isso Jesus nos pede que tenhamos paciência que no tempo certo Deus saberá separar o bem do mal.

Pensemos em nossa vida como era antes de nosso encontro pessoal com Jesus. Pode ser que muitos de nós que hoje estamos em comunidades tivemos uma vida desregrada longe de Deus e de seus ensinamentos. Quantos testemunhos lindos nós conhecemos de pessoas que praticavam coisas ruins e que um dia tiveram a graça de encontrar Jesus e sua vida mudou totalmente.

Deus não quer a morte do pecador, mas quer que se converta e se salve. A palavra nos diz que ele não sente prazer com a morte do injusto, mas quer que ele se converta dos seus maus caminhos, e viva. Ez 18, 23.

Olhando tantas coisas ruins que acontece nos dias atuais nos perguntamos: Porque há tanto ódio no mundo e essas pessoas que praticam tais coisas continuam vivos? Outros pensam até que se deveria ter pena de morte para "diminuir" a violência. Não cabe a nós decidir que deve viver ou morrer e sim somente Deus. Deus não desiste de seus filhos, pelo contrario ele sofre até por aqueles que não querem se redimir.

Portanto nossa tarefa de discípulos de Jesus é continuar semeando a boa semente e nesse semear se manifesta o agir de Deus na vida e na historia das pessoas. Nosso Deus é um Deus paciente, lento para a cólera e que nos perdoa porque nos ama. Sejamos assim também com nossos irmãos em vez que querer a morte deles vamos rezar para que Deus os converta.

O reino de Deus é como a semente de mostarda, pode até parecer que os sinais do reino são pequenos diante de tanto mal no mundo, mas Deus age na simplicidade e o que parece pequeno aos olhos do mundo se tornará grande. A obra do reino é silenciosa como o fermento que cresce e torna a massa toda levedada.

Nosso testemunho deve cativar aqueles que ainda não aderiram ao projeto de Deus, tomemos cuidado para não afastar ninguém com nossa prepotência e arrogância. Por a semente na terra é nossa missão, fazê-la crescer é obra de Deus.


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