domingo, 26 de setembro de 2010

Como votar: Razão ou emoção?

Por Alessandro Vianna - Psicoterapeuta
Eleições é algo muito sério, é quando escolhemos quem vai conduzir o país em que vivemos. Já vimos em todo mundo muitas coisas boas e ruins por causa de boas e más escolhas dos povos. De Gandhi a Hitler, de Mikhail Gorbachev a Kim Jong-il, de Juscelino a Idi Amin Dada e muitos outros.

Desta vez, temos muitos candidatos que sabemos incapazes de fazer por nós o que precisamos: são palhaços, futebolistas, cantores, ex-bbbs, poposudas, gente já cassada antes e entre outros.

Certamente, alguns deles serão eleitos, passando a mandar em todos nós através da "canetada". E, depois, passaremos vários anos amaldiçoando essas decisões. Como podemos, nós mesmos, fazer uma coisa dessas?


Hipnose? Não, mas quase: Músicas de fundo, gestos acolhedores, sorrisos, ... Na verdade muitos sorrisos. Textos comoventes e pessoas (a grande maioria) tentando fazer com que acreditemos que são praticamente nossos melhores amigos; com os mesmos valores, crenças, comportamentos e até o mesmo time de futebol que nós.

Todo mundo sabe que esses sorrisos, abraços e gestos carinhosos desaparecem depois da eleição, quando precisamos deles. Aliás, os eleitores também somem...

Então, não podemos nos deixar levar pela maquiagem feita de efeitos sonoros, musiquinhas, bandeiras, cores, palavras e cenas montadas que impressionam o nosso emocional. É  esse nosso emocional que nos leva a votar em alguém mesmo sabendo que não confiaríamos nossos filhos a ele ou ela. E que nos faz votar num, só para não deixar o outro ganhar; ou, noutro, por que ele é gozado e que nos faz pensar em eleição como se fosse um jogo de futebol.

Nos campeonatos, não importa quem ganhe ou perca, nada muda em nossa vida real. Mas, na eleição, tudo interfere na nossa vida (ou nada muda...). Temos que usar o racional e perceber o poder que temos em mãos: o poder do voto. E é bom pensar que os políticos nos custam muito dinheiro, que não nos dão satisfação depois de eleitos e que não temos a quem reclamar dos prejuízos que as decisões deles nos causam (lembra-se do Plano Collor?).

O uso do racional começa agora: temos que aplacar nosso emocional e votar com a razão tão ligada, a ponto até de percebermos quando o candidato faz promessas mirabolantes só para nos conquistar. Não vamos votar em ninguém só pelo que apresenta no programa político. Temos  que investigar mais a fundo. Precisamos retirar a vestimenta do "personagem" e buscar resposta de quem ele realmente é como cidadão, suas reais intenções, seu histórico de vida e profissional, seu passado, seus aliados, sua capacidade e honestidade para realmente nos representar.

Nosso país, nosso estado, nossa cidade são a nossa casa. Afinal, você daria a chave de sua casa para qualquer um entrar? Portanto, nada de deixar-se envolver por músicas, sorrisos, discursos emocionados. Errar o voto, todo mundo erra de vez em quando. Mas,  quem votar com a razão, corre menos ricos de errar. O emocional  nos trai muito e não deve ser o nosso principal guia quando se trata de assuntos tão sérios como uma eleição. Feliz voto racional a todos nós.
Fonte: Jornal Meio Norte

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