quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pe. José Comblim & Monica

A conferência dos bispos da America Latina reunidos em Aparecida há dois anos, convocou todos os católicos para uma transformação radical da Igreja passando de uma pastoral de conservação para uma pastoral de evangelização missionária. A escola de formação missionária de Esperantina vem realizando esse projeto. Está exatamente na linha definida pela Igreja hoje em dia.

Esta iniciativa do novo jornal mostra que os alunos e ex-alunos formados nessa escola entraram nesse projeto com muito entusiasmo. Um missionário, uma missionária é um homem ou uma mulher feliz porque encontrou a felicidade prometida por Jesus. Quem aceitou Jesus, sabe que a sua vida é importante porque esta construindo um mundo novo, o reino de Deus, no lugar onde vive. Sabe que deixará o mundo melhor do que o mundo que achou quando nasceu. Descobriu que o amor ao próximo é o que faz uma pessoa feliz. Não é a riqueza, não é o poder, não é o consumo, mas o amor, o serviço que consegue dar mais vida a outras pessoas, mais alegria, mais esperança. Por isso, os missionários (as) é aquela pessoa que querem transmitir a sua felicidade a outros. Quer dizer que está feliz e dizer por que está feliz e queria que outros fossem felizes também. Jesus anunciava assim: “Felizes os que...”. Aos discípulos que envia para a missão ele diz que ao entrar numa casa vão desejar “a paz esteja nesta casa”. Mas a palavra que Jesus usou na sua felicidade dos que moram numa casa. Por que ele sabe o segredo da felicidade. Pode entrar doente, sofrer privações, encontrar perseguição, mas a sua felicidade é maior.

O missionário (a) não fala somente da sua felicidade, mas explica que está feliz por que entendeu o que está escrito no evangelho, e convidam outros para descobrir também isso no evangelho. Os católicos não conhecem bem a Bíblia, nem sequer os evangelhos. Mais os missionários vão conseguir que os seus irmãos, que são todas as pessoas encontradas, estudem os evangelhos e toda a Bíblia. Aí está à fonte de vida. Aí está Jesus falando. Aí está à força dos missionários.

Então o missionário, a missionária reúne um grupo de pessoas que descobriram a felicidade que vem de Jesus e o seguimento do seu caminho. Uma pessoa dificilmente pode seguir Jesus caminhando sozinha. Precisa fraternidade de irmãos e irmãs. Todos os grupos, todas as comunidades que comunicam umas com as outras formam o povo de Deus que está crescendo neste mundo. Formam Igreja, pela esperança do mundo novo e pelo amor que é a grande força transformadora do mundo.

Depois disso os novos convertidos irão descobrindo os sinais pelos quais os seguidores de Jesus se reconhecem: o batismo, a partilha do pão, a misericórdia e outros. Isto vem em ultimo lugar. Não podemos começar pelo que deve vir no fim.

O missionário, a missionária nem sempre tem êxito. Encontra desilusões. Jesus tinha avisado quando explicou o que acontece quando se joga a semente da palavra do evangelho. Mas sempre vem a alegria de descobrir que o evangelho é forte e liberta pessoas trazendo-lhes felicidade.
Pe. José Comblim

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Um comentário:

  1. M. Salete Alves Santos27 de novembro de 2010 21:02

    Parabens por esta publicaçao. Tão importante para a Igreja que convive no meio do povo. convivi com Monica e Comblim no Agreste da Paraiba - em Riachão do Bacamarte. Eles participavam conosco da vida das comunidades inseridas,bem como, na formaçao missionaria.
    Hoje estou no Vale do Jequitinhonha, Araçuai - MG, e gostaria muito de reatar contato com eles. Ontem vi reportagem sobre a vida de Comblim no periodo da ditadura no Brasil, se bem entendi, um julgamento de anistia, quando o Estado terá que indenizá-lo pelas perseguiçoes cometida contra a sua pessoa.
    Se possivel, pudesse repassá-lo meu abraço e também meu e-mail, ou se eu puder e for da confiança, gostaria de obter o endereço de Comblim, penso que ele continua morando lá na Paraiba com a Monica.
    Um abraço e votos de Feliz Natal a todos.

    M. Salete Alves - CRESS 6070/6ªr.

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