segunda-feira, 6 de abril de 2009

Reflexão: Adoramos um Torturado

Quem adora um crucificado chamado Jesus não pode negar que outros milhões de inocentes continuam sofrendo como Ele sofreu. Por isso, ao invés de negarmos o holocausto que vitimou nossos irmãos judeus, precisamos denunciar quem o criou e ainda o cria. Há novos “holocaustos” acontecendo no planeta. Há milhões de vidas sendo massacradas, mundo a fora. Que se ouça o grito dos cristãos em defesa delas: das nascidas e das concebidas...
Os cristãos deveriam ser especialistas no combate sem trégua à tortura. Há milhões de vidas sendo crucificados e sugados todos os dias ao nosso redor e onde menos suspeitamos. O mundo precisa nos ouvir. Afinal, cremos e proclamamos que alguém que foi barbaramente massacrado e torturado era ninguém menos que o Filho de Deus. É difícil tentar explicar teologicamente a nossa convicção de que Deus é Uno e Trino e que a segunda pessoa dessa Trindade de pessoas esteve aqui entre nós e se encarnou como uma pessoa humana. Mas fica bem mais compreensível lembrar de alguém que sofreu muitas torturas, deu a volta por cima e sem ódio, mas também sem medo, sacudiu a historia dos humanos.
Não e possível pregar um Jesus que venceu o tempo todo. Ele não venceu todas. Venceu no que importava vencer. E o fez sem ódio e sem retaliações. Para nós, a cruz sem Jesus não se sustenta, mas também não se sustenta sem a reconciliação. Por isso, os crucificados do mundo precisam se lembrar que Jesus perdoou o que o torturam e até orou por eles. Não pediu o sangue de ninguém em revanche. “Justiça, sim, ódio, não!”.
Mas precisamos lembrar aos crucificadores de plantão: “Senhores crucificadores não se proclamem discípulos de Jesus, não se proclamem discípulos de Jesus, se pretendem continuar oprimindo pessoas e grupos humanos. O poder, a religião, a ideologia e o dinheiro definitivamente não podem ser a principal razão de uma vida. Mais cedo ou mais tarde, tornam-se instrumentos de torturas”. Quem faze qualquer coisa apenas pelo poder e por dinheiro, em algum momento vai torturar alguém.
Por isso, na semana Santa, somos lembrados que cristão não crucifica: Tira da cruz. Somos o oposto dos crucificadores: Ele pregam os outros na cruz e nós os tiramos de lá. Se carregamos cruzes, é para recordamos o mais ilustre de todos os torturados e para lembramos não Ele está, mas onde esteve e até que ponto Ele nos amou. Adoramos um torturado.

Texto extraído da revista Família Cristã n° 880 – abril de 09
Texto de Pe. Zezinho

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